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Florianópolis, 04 de julho de 2009
 
 
IPREV é tema de entrevista no Diário Catarinense

Acompanhe entrevista com o presidente do IPREV, Demetrius Hintz, publicada na coluna Informe Político, do Diário Catarinense, nesse domingo, dia 28 de junho

Jogo aberto

Um ano depois de entrar em atividade, completados na última sexta-feira, o Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev) tem uma avaliação positiva de seu presidente, Demetrius Hintz. Os dados do Iprev mostram que 1.207 servidores já estão incorporados ao sistema que substituiu o Ipesc, e, com a projeção de conceder o primeiro benefício daqui a cinco anos, o instituto terá assegurada a sustentabilidade da instituição. Acompanhe.

O desempenho e a saúde financeira do Iprev estão dentro das previsões do governo?

Demetrius Hintz – Com certeza. O sistema, através do Fundo Previdenciário, criado para os novos servidores, já conta com um número considerável de servidores, estamos com 1.207, e com um volume de recursos na ordem de R$ 4,470 milhões de caixa. Este valor, inclusive, é auferido através de rendimentos aplicados no mercado financeiro, dentro de padrão técnico de sustentabilidade. Conseguimos dentro deste período (um ano) rentabilidades bem boas. Em virtude da seriedade de aplicação.

E quando o Fundo Financeiro, o antigo do Ipesc, vai acabar?

Hintz – Como é um regime de extinção, a nossa previsão é calculada atuarialmente (expectativa de vida). Então, o nosso último benefício está previsto para 2049, ou seja, não haveria mais concessão (no fundo financeiro). Mas tudo isso é uma questão de tempo. Você não sabe quantos servidores vão viver, se a expectativa vai aumentar ou não. São questões relativas. Como, por exemplo, se vai haver um casamento e se vai originar uma pensão. Acreditamos que, por 50 ou 60 anos, ainda tenhamos benefícios neste fundo em extinção.

Os críticos afirmavam que o Iprev era a privatização do sistema e o fim da solidariedade entre gerações. Se não fosse constituído, o que ocorreria?

Hintz – (O sistema) Estaria fadado à falência. A nossa relação ativo e inativo, em 2002, era de 1,6 ativos para cada inativo. Hoje, estamos com uma relação no Fundo Financeiro (Ipesc) de 1,4 ativos (por um inativo). E a projeção estimativa é que, em 2023, a gente esteja em uma relação de um por um – para cada um contribuindo, tenha um usufruindo. Sendo que a relação saudável seja de sete contribuindo para cada um usufruindo.

E o Iprev vai ser autossuficiente e não depender exclusivamente das contribuições?

Hintz – Eu poderia dizer que, a cada ano, ele (o Iprev) trabalha em um regime de crescimento. Quando eu consigo crescer o regime previdenciário e diminuir o financeiro (o Ipesc) eu estou trabalhando em um avanço. Então, a nossa previsão é para a concessão do primeiro benefício previdenciário, neste novo sistema, daqui a cinco anos. Então, vamos ter uma sustentabilidade, isso sem contar o regime de risco, que é a pensão. Mas o benefício programado é a aposentadoria. Vamos ter uma carência de cinco anos, o que garantirá o sustento bem saudável para este futuro. E como ele está amparado em cima de bases atuariais, todas as novas políticas de salário e as de benefício são amparadas em cima deste novo sistema.

O que se pode concluir diante deste novo sistema?

Hintz – Pela nossa projeção atuarial hoje, em 2009, nós teríamos 2,3 mil servidores aptos em requerer a aposentadoria e somente 1.576 o fizeram neste período de um ano de Iprev. Então, nós temos mais 1,5 mil funcionários que não estão preocupados em requerer a sua aposentadoria, estão acreditando no sistema. Isso é muito importante, dá uma credibilidade. O servidor botou confiança e nós estamos demonstrando na prática, com os números, que quem apostou fez a aposta certa.

 
 
 
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